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Jandaia-Amarela

Jandaia-Amarela

Aratinga solstitialis


05/04/2016


Também é conhecida pelos nomes de jandaia-sol, cacaué, nandaia, nhandaia, queci-queci e quijuba, a jandaia-amarela é uma ave da família Psittacidae encontrada na região amazônica.

Existem três espécies de jandaia bem distintas mapeadas no Brasil: a jandaia-verdadeira (Aratinga jandaya), que ocorre do Maranhão a Pernambuco e até o leste de Goiás; a jandaia-amarela (Aratinga solstitialis), típica da região amazônica, e a jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus), que ocorre desde a Bahia até o Rio Grande do Sul.

No estado de Roraima os registros compreendem a região do Bonfim próximo ao rio Tacutu, as localidades próximas ao rio Surumu e Contigo, em Boa Vista nas proximidades do Rio Branco sendo que o maior número de espécimes avistadas ocorreu na região do município de Normandina.

Características

Sua plumagem em geral é amarela, a testa, os lados da cabeça, o abdômen e a parte mais baixa das costas são laranjas de tonalidade variável, a região coberta pelo rabo é verde com a cor amarela pronunciada, as partes externas das penas que cobrem as penas primárias e as secundárias são verdes com um bordo grosso de cor amarela. As penas primárias são verdes com as pontas azuis, as penas da parte de cima do rabo são verdes azeitona com as pontas azuis, o lado inferior do rabo é enegrecido, o círculo ao redor dos olhos é branco, a íris é marrom escuro, o bico é negro e os pés são cinzas. 

Tamanho: 30 cm de comprimento

Alimentação

Na natureza: Além dos cocos de numerosas palmeiras, come brotos, flores, folhas tenras e frutas. Tem o bico adaptado para partir e triturar sementes duras.

Em cativeiro: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos e etc.), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas como: maçã, uva, figo, pêssego (a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal), gostam muito de milho verde e amendoim. Suplementos minerais regulares.

Gaiolas e Ninhos

Gaiola / Viveiro: Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1x1,2x2m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para desgaste. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.

Ninho: Na natureza fazem seus ninhos em buracos nas árvores (buracos de pica-pau), montículos de térmita e excepcionalmente em fendas de precipícios. Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições em cativeiro, mas coloque-o em um canto escuro, pois é de suma importância. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes. 

Reprodução

Dimorfismo: Não existe, só podem ser distinguidos pelo exame de DNA.

Período de Reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.

Idade reprodutiva: Amadurecimento sexual se dá aos 2 anos. Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.

A reprodução é freqüentemente alcançada e não difícil. Deve ser mantido apenas um casal por viveiro, embora possam ser criados em colônia. Freqüentemente ficam agressivos com os tratadores durante a criação. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.

Postura de 03 a 04 ovos, ocasionalmente podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano. Ovo mede 28.5 x 22.8 mm.

Tempo de incubação: 23 dias

Filhotes

Os filhotes são semelhantes aos adultos, mas só cabeça e a dobra de asa são amarelos com penas verdes espalhadas, a garganta, o peito e o abdômen são verdes azeitona amarelados chegando verdes azeitona avermelhado, as costas são verdes e a íris é escura. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e conseqüentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 09 a 10 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Para que fique manso (pet), é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.

 

Fontes
WikiAves
Ave domestica